Domingo, Junho 28, 2009

Os Cavaleiros da Ordem do Templo de Salomão.

Autor: Aylton do Amaral

Muito se tem falado, filmado, especulado e inventado a respeito desta famosa e misteriosa Ordem de Cavalaria.

Lá pelos idos de 1118 / 1119, na Palestina. logo após os Cruzados terem tomado Jerusalém e promovido uma das maiores carnificinas da história. Quando os cruzados conseguiram entrar em Jerusalém, após longo cerco, promoveram uma matança de tal escala, que foi comparada (respeitando as devidas proporções) com a tragédia do Holocausto na segunda guerra mundial.

Certo dia, um fidalgo francês da região de Champagne, pediu uma audiência ao então protetor (rei) da cidade, o Rei Balduíno. Hugo de Payens propôs a criação de uma ordem de cavaleiros, com o objetivo de defender os peregrinos que iam á cidade santa, mas eram assaltados pelo caminho por bandidos. O Rei então concordou, e deu como sede, as ruínas do antigo templo de Salomão, onde os árabes quando estavam dominando a cidade, haviam erguido uma mesquita, só para sacanear os Judeus. Então, para sacanear os Árabes, os Cristãos a estavam usando como estábulo.

Devido á pobreza de sua sede e á falta de recursos, a ordem foi denominada “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”.

Algumas pessoas especulavam sobre a localização dos tesouros do antigo templo, que, segundo a história, teria sido saqueado pelos Romanos, ou enterrados no monte do templo. Como parte integrante deste tesouro, estavam a arca da aliança e as tábuas com os mandamentos, dentre outras relíquias importantíssimas. Sabendo disto, estes cavaleiros começaram a promover escavações neste local e é aí que começam as lendas e estórias fantásticas.

A mais interessante delas é que estes cavaleiros encontraram tesouros e documentos de importância tal, que, ao apresentarem ao papa, foi criada uma bula dando poderes excepcionais a esta ordem, além de diversas regalias, como agradecimento aos serviços prestados.

Outros especulam que os documentos encontrados comprometeriam de tal forma a igreja, que os Templários a chantagearam, ganhando assim benesses e poderes, que a tornaram tão poderosa e ao mesmo tempo, originaram sua ruína.

Especula-se que a invenção do cheque, deu-se a uma prática que passou a ser corriqueira: Antes do peregrino iniciar sua viagem à terra santa, ele procuraria uma das várias preceptorias espalhadas pela Europa medieval, entregava seu dinheiro, ficando assim livre de ser roubado no caminho. Recebia em troca um pergaminho, com dizeres criptografados, e uma senha oral, que ele deveria entregar a uma preceptoria na terra santa, recebendo então seu dinheiro de volta, claro, descontando uma taxa (felizmente, não haviam descobrido o sequestro relâmpago nesta época). Isto fazia com que esta ordem auferisse lucros astronômicos. Além desta fonte de renda, existiam diversas outras: posso incluir os bens que os cavaleiros entregaram quando de sua admissão, as fazendas, os empréstimos dados a reis e papas, etc. Era uma espécie de socialismo, os cavaleiros eram pobres, não podiam ter bens, mas a Ordem era de uma riqueza tal, que podemos comparar hoje às grandes corporações. Sua queda provocou uma grande mudança no mundo de então.

Seja qual for a teoria, o fato é que esta ordem adquiriu tal riqueza, poder e importância no mundo, que não havia rei, papa ou outro dignatário que a pudesse fazer frente. Dentre os Reis que deviam consideráveis quantias, estava o rei da França, Felipe IV, também conhecido como “O Belo”, que possuía poderes um pouco maiores que os outros reis, pois tinha o papa em sua mão. Clemente V, cujo nome como Cardeal era Bertrand de Gôt, tinha sido elevado ao papado com total ajuda de Felipe IV, e ficou devendo diversas obrigações ao rei. Contando com isto, Felipe IV deu início á uma grande operação de desmonte da ordem dos Templários, culminando com a prisão de seu Grão Mestre, Jacques de Molay.

Foram forjadas diversas acusações, começando com heresia, indo até pederastia, adoração ao demônio, etc. Jaques de Molay, o Grão Mestre na ocasião, é queimado na fogueira da inquisição. Diz uma lenda que nos estertores da morte Jaques de Molay diz a seguinte frase, com diversas versões, uma delas diz:

Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram.”

A lenda continua dizendo que todos os prazos foram cumpridos, ou seja todos os algozes foram mortos dentro dos prazos dados por Molay, seja por ordem divina, ou por ações realizadas pelos Templários remanescentes que escaparam das perseguições.

Após isto diversas ordens surgiram e são tidas por alguns autores como herdeiras dos Templários, das quais podemos citar a Ordem de Cristo, criada em Portugal,
e que criou a Escola de Sagres, com o auxílio do Infante Dom Henrique, que era um Grão Mestre desta Ordem, cujo símbolo era a cruz Templária, uma cruz de Malta que foi estampada nas velas das embarcações. Esta escola, usando conhecimento oriundo dos Templários formou diversos navegantes, fazendo que Portugal e Espanha fossem donos de grande parte das terras do mundo.

Dizem que os Templários já conheciam a rota pra o Brasil desde o ano 1300, existem mapas da América datados desta época, inclusive o nome América era de uma estrela que indicava sua direção, chamada “Mérica”. Fazendo com que a historia de Colombo fosse apenas uma invenção para encobrir os fatos reais. Inclusive, o suposto “acidente” de Cabral, foi uma estória forjada para esconder este segredo. A Maçonaria, dizem, se mesclou com os templários e adquiriu suas características e conhecimentos. Os cavaleiros Hospitalários, que além de herdarem conhecimento, ficaram com a maioria dos seus bens. A quantidade de especulações é tão grande que existem livros e livros sobre o assunto, todos eles campeões de vendas.

Aconselho a quem gosta do assunto, os livros do nosso inesquecível e saudoso Zé Rodrix, denominados “A Trilogia do Templo” que darão aos leitores uma Idéia do que ocorreu nesta época, principalmente o último volume, chamado “Esquin de Floyrac”, que conta exatamente o que se passou com os Templários.

Tenham certeza que, o que foi escrito acima, nem sequer conta um décimo do que aconteceu, com suas diversas lendas, interpretações e polêmicas.

TFA
Aylton do Amaral www.ayltondoamaral.com

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Os Exilados de Capela


Vou tentar explicar uma “teoria” inicialmente descrita por Edgard Armond em seu livro “Os Exilados da Capela”, e posteriormente descrita por diversos autores, alguns espíritas, outros espiritualistas e outros simplesmente curiosos. Albert Paul Dahoui foi um destes, em sua “A Saga dos Capelinos”, uma coleção de 07 volumes, ele consegue narrar e associar esta teoria como uma saga pela história da humanidade, onde começa com os Sumérios, passando pelos Babilônios, pelo o antigo Egito, e, no final destaca os 2 últimos volumes com a História de Jesus Cristo.
Para entender esta teoria, aconselho ao leitor que não acredita em reencarnação, que trate este artigo como sendo apenas informação, pois sou um eterno "em cima do muro", e tenho em alta consideração os pensamentos:
Como todas as teorias esta não é diferente, carece de embasamento científico e como todas, tem diferenças de interpretação, variando de autor para autor, mas em síntese seria:

Algumas vertentes do Espiritismo, dizem que os espíritos vivem em “orbes”, ou seja, regiões em outra dimensão, que ficam restritas aos planetas, assim, os espíritos que encarnam e desencarnam no planeta terra, vivem no orbe do planeta terra, portanto, cada planeta tem o seu Céu, Paraíso, ou qualquer que seja o nome.

Então, cada planeta habitado, possuiria um estágio de evolução espiritual, ou seja, se a maioria das almas alcança uma determinada evolução, aquela minoria recalcitrante é transferida para outro planeta menos evoluído, que estaria iniciando um ciclo de evolução, numa espécie de “repetição de ano”, como na escola.

Foi o que, segundo a teoria, ocorreu com um planeta, que gira em torno de uma estrela, chamada Capela, da constelação do cocheiro, distante 45 anos luz da terra, que era um planeta, povoado por seres de origem réptil. Daí, talvez se originem as lendas e teorias de conspiração dos Reptilianos, que explicarei em outro artigo. Estes tais répteis conseguiram atingir um determinado grau de evolução, ou seja, os crimes deixaram de existir, os seres deixaram de ser egoístas, e o amor passou a dominar o planeta. No entanto, existiam uns espíritos que ainda não aceitavam isto.
D´us então, ordenou a espíritos mais evoluídos de outros orbes, que auxiliassem nesta transição. Os autores dizem que Moisés foi um deles. Gabriel, o Arcanjo, por exemplo, ficou encarregado de ser uma espécie de “chefe de segurança”, e outros espíritos conhecidos, ficaram encarregados de outras missões importantes, como Maomé, Zaratustra, e muitos outros.

A terra era um planetinha insignificante, povoado por espíritos que habitavam corpos de primatas evoluídos, mas num estágio bem bárbaro de civilização. Estes espíritos “maus” que vieram de Capela, então encarnaram nos primatas que aqui viviam, e foram evoluindo com a ajuda destes Avatares. Moisés, por exemplo, foi instruído a catequizar o povo Judeu na base da”pancada”, ou seja, se vocês lerem a bíblia, verão que os métodos disciplinares de Moisés não foram nada gentis.

Quando D´us achou que o povo daquela região já tinha passado da fase de aprender de forma dura, pois era hora de ensinar através do amor, mandou um espírito muito especial, Jesus Cristo, que atuava nas dimensões mais elevadas, para fazer o trabalho, mas mesmo assim a humanidade não tomou jeito. Mandou Buda, e outros e outros de forma incansável e até hoje, continua mandando seres evoluídos, hora para castigar (Hitler foi um exemplo), ora para ensinar a tolerância e o amor (Ghandi e outros).
Alguns espíritas mais otimistas dizem que a terra já chegou num estágio parecido com o planeta de Capela, e já pode exportar os recalcitrantes para outro planeta que esteja em estagio de pouca evolução. Pessoalmente acho que falta muito, mas, deixo mais uma vez a cargo do leitor esta reflexão.
Aylton do Amaral www.ayltondoamaral.com

Domingo, Maio 24, 2009

O Manuscrito Volnich


Para pessoas que, como eu, gostam de ocultismo, deparar com coisas inusitadas quando menos esperamos é uma experiência Ímpar. Junto com esta “mania”, tenho extrema curiosidade de conhecer minhas origens, por isto, dedico grande parte de meu tempo à pesquisa genealógica. Talvez por ser Canceriano, signo cuja característica é o gosto pela família e curiosidade pelo passado. Não consigo dizer se astrologia funciona ou não....”pero que hay bruja hay...”.

Estava viajando a trabalho na Alemanha, por volta de Novembro de 2006. Normalmente, quando viajo a trabalho, não tenho muito tempo para turismo, mas sempre tenho a oportunidade de conhecer o país que visito melhor do que as pessoas que fazem turismo, pois tenho a oportunidade de conviver mais de perto com a cultura do país, sem ficar visitando sómente os pontos turísticos e ir embora.

Alemanha é a terra de meus ancestrais maternos. Aproveitava todos os fins de semana para fazer levantamentos sobre a origem do meu primeiro ancestral materno à vir pelo Brasil. Friedrich Platz chegou ao nosso país, vindo da cidade de Trier, que fica perto da fronteira de Luxemburgo, a bordo do navio chamado “Pampas”. O melhor lugar para se fazer pesquisa genealógica que conheço, são os cemitérios. Meu pai sempre me criticava, achando um tanto quanto “esquisita” esta minha mania de correr o mundo visitando cemitérios. Exagero ou não, o cemitério é o local onde os registros familiares se acham mais acurados, exetuando-se os Mórmons, pois dizem os entendidos, possuem o maior acervo genealógico do mundo.

Um belo dia, seguindo pistas genealógicas, fui parar na cidade de Heidelberg, cidade linda, famosa por sua Universidade, possuidora de uma documentação histórica interessantíssima, lá existe um castelo famoso, conhecido lá como “Schlöss”. Conheci um guia chamado Hellmut, um senhor já bem avançado na idade, aposentado, que fazia bicos, servindo de guia no Castelo. Hellmut e eu nos tornamos amigos, um dia o Hellmut criticou o meu desinteresse por saber se haviam fantasmas no castelo. Realmente não me interessava, mas para agradá-lo eu fiz a pergunta:

- Então Hellmut, existem fantasmas neste Castelo ?

E o Hellmut com a maior cara de pau do mundo me responde:

- Olha Aylton, eu trabalho aqui, faz 400 anos e nunca vi nenhum!!

Este é o Hellmut.

Num de nossos bate papos regados a muita cerveja e salsicha, soube da existência de um artefato bastante interessante, tanto por seu conteúdo enigmático como pelas suas origens polêmicas; trata-se do Manuscrito Voynich, ou Volnich, conforme queiram.

A primeira menção deste manuscrito consta que foi descoberto em 1912, na Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma. Trata-se de um manuscrito enigmático, com as dimensões de 18 por 23 centímetros de comprimento, cujo conteúdo até hoje, ninguém conseguiu decifrar. Vários cientistas de diversas áreas estão “queimando neurônios” tentando entender o conteúdo. Escrito em uma língua desconhecida, (se é que aquilo possa ser uma língua), serve de desafio para diversos etmólogos.

Dizem os estudiosos, que a lenda começa quando um colecionador de antiguidades americano, chamado Wilfrid M. Voynich, comprou em um antigo colégio de jesuítas na Itália um livro esquisito, de caracteres indecifráveis, com uma carta em anexo datada do ano de 1666, fazendo referências a um antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Região da Boêmia.

Depois da morte de Wilfrid M. Voynich, este livro apareceu de novo em Nova York e foi adquirido por um tal Hans P. Krauss, que doou este livro para a biblioteca da universidade de Yale. Este manuscrito possui 235 páginas contendo ilustrações de alguns vegetais de formato meio esquisito, algumas espécies de animais parecidas com animais já extintos e outros completamente desconhecidos. Há também ilustrações de mulheres nuas se banhando em banheiras ligadas a intrincados encanamento. Existem também desenhos e tabelas contendo equipamento astronômico, do ponto de vista de um telescópio, células vistas por microscópio, calendários meio complexos e signos zodiacais desconhecidos e outras coisas.

Uns dizem que este livro é uma fraude estrondosa outros dizem que não passa de brincadeira de alguém. Mas as pessoas que afirmam que este livro é autêntico, dizem que existem características na escrita, baseadas em repetições de caracteres, que confirma ser aquela uma espécie desconhecida de idioma, e não uma simples invenção de falsários ou brincalhões.

Uma das pessoas que afirmaram que o manuscrito é autêntico, foi o botânico Hugh O'Neill, que disse que algumas delas eram espécimes oriundos das Américas, teorizando que o manuscrito foi escrito após 1492 data da descoberta oficial ada América. No entanto algumas correntes dizem que a América foi descoberta bem antes e que até os templários estiveram por aqui, um dia escreverei um artigo sobre isto.

Se vocês estiverem interessados, poderão fazer o Download do arqiuvo em pdf deste manuscrito em www.ayltondoamaral.com, na seção de downloads.

Sexta-feira, Maio 01, 2009

O que é Teosofia ?



Meu envolvimento com Teosofia começou, primeiro através de minha mãe, uma ocultista estudiosa, depois através de contato com Padres Franciscanos. Sim amigos, padres também estudam, e muito, e os Franciscanos (pelo menos os que conheci), mantém uma distancia segura entre o que é fé e o que é o estudo de uma filosofia, que se encaixa apenas em parte na filosofia cristã.

Algumas pessoas já ouviram falar de Helena Petrovna Blavatsky, também conhecida em círculos iniciáticos como “HPB”. Blavatsky nasceu em 1831 na Ucrânia, aos 17 anos casou-se com um homem chamado Nikifor Vassilievitch Blavatsky, daí o seu sobrenome, que na grafia correta em ruso, seria algo como Blavatskaya, pois nesta lingua, sobrenome tem gênero. Filha de uma escritora e de um coronel, HPB foi praticamente criada pelos avós, depois do falecimento de sua mãe. Vivendo em um ambiente rico culturalmente, HPB tocava piano e já manifestava poderes psíquicos, estudava esoterismo, sofrendo também forte influência do bisavô Maçom. Bastante interessada nestes assuntos, viajou por vários países, no intuito de pesquisar.

Helena alegava ter visões de um dos membros da Fraternidade Branca, (futuramente escreverei sobre eles) conhecido como Mestre Morya. Logo após alcançar independência, HPB correu o mundo todo, estudando, inclusive passando por um periodo de estudos no Tibete, aliando conhecimento adquirido às suas experiências psíquicas. Em 1871 foi para o Egito e fundou uma Sociedade Espírita, onde se realizavam estudos à respeito das teorias de um francês que ficou famoso nas pesquisas de fenômenos espíritas chamado Allan Kardec. Com o tempo HPB foi interpretando os ensinamentos de Kardec segundo sua vivência e acrescentando teorias esotéricas e outras mais, fruto de seus estudos e viagens pelo mundo.

Em Setembro de 1875, Blavatsky fundou a Sociedade Teosófica, juntamente com Henry Olscot e William Judge. Publicou diversos livros e revistas e se tornou famosa no mundo todo pelas suas teorias e seus estudos. Acusada pelos seus inimigos de fraudadora, Blavatsky não se intimidou e continuou a propagar a sua obra.
Afinal, o que é Teosofia ?

A Teosofia é uma série de teorias e doutrinas que falam sobre Filosofia e Ciência, suas correlações e também o seu grau de influência nas diversas religiões existentes. A palavra Teosofia vem do Grego Theos (D´us) e Sophos (Sabedoria), ou seja, a “Sabedoria Divina”. Alguns autores dizem que o termo não foi inventado por HPB, mas que já existia no Egito durante o reinado dos Ptolomeus outros dizem que se originou na ìndia. É uma coleção de diversas vertentes do conhecimento, com fundamento em quase todas as crenças e filosofias do mundo, estuda os mitos, estuda as ligações entre os seres humanos e diz que cada um é o espelho refletido do outro. Dizem que Karl Yung sofreu grande influência da Teosofia.

Segundo Blavatsky Teosofia é "o substrato e a base de todas as religiões e filosofias do mundo, ensinada e praticada por uns poucos eleitos, desde que o homem se converteu em ser pensador. Considerada do ponto de vista prático, é puramente ética divina" ou "a Teosofia não é uma nova candidata à atenção do mundo, mas é apenas uma declaração nova de princípios que têm sido reconhecidos desde a infância da humanidade".
Segundo a Wikipedia, Teosofia: “... prega a fraternidade universal, a origem espiritual das formas e dos seres, e a unidade de toda a vida; aponta uma fonte única e eterna para todo conhecimento, demonstra a identidade essencial entre os grandes mitos das culturas mundiais, traça o perfil da estrutura do cosmo e do homem e descreve seus mecanismos, suas leis, suas potencialidades e suas transformações ao longo dos éons. A Teosofia diz que a fonte de todo mal é a ignorância. O conhecimento, segundo prega, é ilimitado, mas se bem que sua totalidade esteja além do alcance de qualquer ser individual, é em vasta medida acessível a todos através de um longo processo de evolução, aprendizado e aperfeiçoamento, que necessariamente exige múltiplas encarnações, e continua até mesmo para regiões e idades onde a encarnação deixa de ser compulsória e a vida progride de beatitude em beatitude. A Teosofia é uma doutrina essencialmente otimista, pois refuta qualquer condenação eterna e não nega o mundo, ainda que declare que este que vemos e tocamos não é o único nem o maior, mais feliz ou mais desejável, e prevê para todos os seres sem exceção um progresso constante e um destino glorioso e absolutamente feliz. Como todas as grandes doutrinas espirituais, a Teosofia exalta o bem, a paz, o amor, o altruísmo e promove a cessação da pobreza, da ignorância, da opressão, das discórdias e desigualdades. Com sua abordagem lógica, positiva, ética e científica da natureza, do divino, do homem, da vida, do misticismo e dos fenômenos ocultos, exerceu grande influência em estadistas como Ghandi, cientistas como Einstein e artistas como MMondrian, Scriabin e Fernando Pessoa. Além disso, deu subsídios a Igrejas progressistas, originou um sem-número de escolas, dissidências e derivações mais ou menos inspiradas, e deu um impulso ao renascimento de cultos arcaicos ou à fundação de outros de tom futurista que são encontráveis na cultura ocidental de hoje, como os movimentos Wicca e New Age.”

Se o leitor estiver interessado, recomendo começar pelos livros: Ísis sem Véu (1877) e A Doutrina Secreta (1888).

No Brasil existem movimentos Teosofistas, onde o leitor pode pesquisar. Indico a Sociedade Brasileira de Eubiose e a Sociedade Teosófica do Brasil.

Segunda-feira, Abril 20, 2009

Moisés e Akhenaton eram a mesma pessoa ?

Quando se estuda ocultismo, normalmente encontramos diversas opiniões sobre determinado assunto, seja porquê existem pessoas que querem “aparecer” como novos “gurus do pedaço”, seja de teóricos que realmente tenham voa vontade, mas que estão motivados por crenças, que normalmente distorcem o pensamento investigativo e finalmente por aqueles que realmente fazem investigações da forma correta, sem paixões, ou vontade de “faturar”.

De qualquer maneira, ninguém tem provas de nada no ocultismo, apenas temos teorias, que podem ser aceitas ou não.

Recentemente alguns autores andam especulando que Moisés e o Faraó Egipcio Akhenaton são a mesma pessoa.

A teoria orrente é de que o Faraó que governava o Egito na época de Moisés chamava-se Ramsés II, também conhecido como Ramsés “O Grande”, por ter sido um dos maiores faraós da história do Egito Antigo. Segundo a maioria, Moisés foi criado como um irmão de Ramsés e era muito próximo do Faraó, até que cometeu um assassinato, teve que fugir para o deserto, lá conheceu sua verdadeira missão, que era levar o povo Hebreu para a terra prometida. Moisés então voltou para o Egito, instruído por D´us e por fim depois de diversas pragas sofridas pelo Egito, consegue levar o povo para fora do Egito. Este fato é comemorado pela Páscoa Judaica, ou seja, o “pessach”.

Bem, os detalhes estão lá no Exodo, da bíblia, é só dar uma olhadinha por lá.

Quanto à teoria de Moisés e Akenaton serem a mesma pessoa, a estória começa muito tempo antes da época de Ramsés. Quando reinou Amenhotep III, chamado o Magnífico, que havia herdado o maior império da antiguidade de seu pai, Tutmosis IV, ascendeu ao trono do Egito no ano 1411 AC. De Tebas, a capital do Império – a extraordinária cidade, a cidade das cem portas, maravilhosa, única, o centro religioso e comercial do mundo, naqueles tempos – ele cuidadosamente supervisionava e sabiamente governava seus domínios, que se estendiam do Vale do Nilo até as distantes praias do mar Negro, e do Golfo da Pérsia e do Deserto Líbio até as longínquas fronteiras da Índia. Casado com Tiy uma rainha mística, com idéias muito avançadas para e época, no entanto após ter dado várias filhas ao Faraó, finalmente após 40 anos, deu a luz a um filho varão, que iria deixar profundas marcas no Império.

Seu nome era Amenhotep IV, que futuramente iria trocar seu nome para Akhenaton, pois tinha uma devoção para um deus único, chamado Aton, que era o Sol. Akenaton dissolveu toda a estrutura religiosa do Egito, e logo, o clero dos antigos deuses antigos se rebelou, e Akenaton teve um fim que até hoje é um mistério para nós, pois como sabemos, Akhenaton brigou com todo um clero politeísta que já estava instalado no Egito há uns 3000 anos. Akhenaton tentou estabelecer um culto monoteísta, e consequentemente aquele clero que nunca deixou de ser poderoso, usou de todas as forças para derrubar aquele que tentava destruir.

Daí a teoria de que eles seriam a mesma pessoa. Moisés, um monoteista, ex nobre Egipcio que levou seu povo para onde poderia praticar o culto com calma.

A teoria diz que, como ninguém sabe o paradeiro de Akhenaton, pesquisadores teorizam que Akhenaton, ex-Faraó do Egito, fugiu para o deserto, levando aqueles que partilhavam de sua crença monoteísta.

É claro que as coincidências não ficam só por aí, pois existem diversos livros detalhando esta hipótese.

Bem, é uma teoria interessante, deixo ao critério do leitor escolher aquela que mais lhe pareça plausível.

Domingo, Março 22, 2009

A Cabala

Acredito que o leitor já deve ter ouvido falar,de Cabala, ou como estudioso, ou simplesmente ouvindo noticiários sobre a vida de celebridades, dizendo que Madonna, Ashton Cutcher, Winona Ryder, David Beckman, a ex-Spice Girl Victória e muitos outros, ficaram fascinados por ela.

Cresci ouvindo minha mãe dar cursos de Cabala à diversas pessoas, por muitos e muitos anos. Notem que o estudo da Cabala, de acordo com o Judaísmo é proibido à mulher, quanto mais dar aulas.

A Cabala, ou Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala, segundo o Wikipédia, é um sistema religioso-filosófico que investiga a natureza divina. Kabbalah (הלבק QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa recepção, ou aquilo que é recebido, ou “tradição” ou “lei” e é a vertente mística do Judaísmo.

A sua origem é bastante obscura, alguns dizem que surgiu na Babilônia, outros dizem que Moisés recebeu seus ensinamentos junto com os 10 Mandamentos. Outros dizem que Salomão já detinha seus conhecimentos e que Salomão talvez tenha sido o primeiro Cabalista conhecido. Tertuliano disse: “Quando os Anjos da Bíblia se revoltaram e foram expulsos pelo Criador, eles eram conhecedores de muitos segredos divinos. Revoltados, ensinaram aos homens conhecimentos sagrados, entre eles a Alquimia, a Magia e a Cabala”. Alguns mais crentes dizem que é obra da serpente que tentou Eva. A Cabala era conhecida na Palestina pelos Caldeus e pelos Essênios, pelos Faraós, no Antigo Egito e pelos Sumerianos ( 900 a 12000 A.C.).Portanto, caro leitore, a Cabala se perde num emaranhado de lendas e mitos que remontam o início dos tempos.

Hoje em dia os detentores do maior conhecimento sobre a Cabala, são sábios Judeus que se denominam “Maskilim”, ou seja, os iniciados. Normalmente são pessoas especiais, que não podem ter menos de quarenta anos, e tem que ser do sexo masculino, pois segundo o Judaísmo, seu estudo é proibido às mulheres. É uma ciência tão abrangente, que não existe ninguém que tenha conhecimento pleno, pois exige mais de uma vida de estudos intensos para compreendê-la em sua totalidade. Existem três livros que são fonte de estudos:

O primeiro é o Sefer Yetzirah (”Livro da criação”), dizem que foi escrito no final do século X de nossa era. Você pode encontrá-lo em qualquer boa livraria, mas se você não é iniciado, não irá entender muito do seu texto.

O Segundo livro é o Bahir (”iluminação”), ou “O Midrash” sua origem data de 1176 na Provença.

O Terceiro livro e talvez o mais importante deles é o Zohar,(רהז “Esplendor”). Que é composto de diversos comentários e interpretações do Torah. Sua primeira versão foi escrita em Aramaico, e foi escrito por um Rabino durante o segundo século da era Cristã.

Hoje em dia, fora do Judaísmo, achamos diversos estudiosos, em razão da grande abrangência do estudo, podemos direcioná-los para qualquer lado, seja ele bom ou ruim. Aleister Crowley, por exemplo, foi um grande estudioso, que derivou para diversos tipos de práticas, inclusive sexuais. Não há Ordem ou Sociedade secreta que não a estude, muitas delas são fortemente fundamentadas na “Árvore da vida” (Etz Chaim) que é um conceito bastante interessante do mundo, da evolução das coisas e da alma, de Deus e da natureza do homem. Na Cabala, Deus é o Princípio, o número um, que criou o número dois, os dois criaram o número três, e os três se fizeram um. O um posteriormente criou o número quatro que é o Homem, imagem e semelhança de Deus, portanto o maior ato da criação. Da Cabala surgiram outras “ciências” ou filosofias, como a numerologia, o Tarot, o Hermetismo e diversas outras. Podemos utilizar a Cabala em tudo, podemos distorcer, podemos inferir e assim mesmo não deixaremos de ser menos ou mais Cabalísticos.

Se o leitor estiver interessado, aconselho ler bastante, mas terá que separar o joio do trigo. Encontrará livros sobre tudo, como “A Cabala da Umbanda”, A Cabala do Jogo”, “A Cabala do Vinho”, e outras “decolagens” mais. Existem diversos cursos por aí, alguns sérios outros não, e mesmo os sérios podem dirigir o estudo para alguma área em particular, pois o estudo sem exemplos práticos seria bastante empírico e penoso. Boa sorte.

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

Você está despedido

Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.

Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução.
"Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar". É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua "responsabilidade social".

Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:

-Levante-se e saia da sala.
-Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.
-Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.

Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé.

Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral.

Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:

-Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.

Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária.

Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.

O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.

Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.

Stephen Kanitz
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, 14 de Novembro de 2001.